A Educação deve estimular o pensamento crítico para garantir direitos humanos, diz escritório da ONU

(O texto abaixo apresenta-se em português do Brasil por ter sido retirado na íntegra do sítio na internet da ONUBr. )

‘Direitos são para os melhores e os piores de nós. Para cada um de nós. Não excluir ninguém é do interesse de todos nós’, afirmou a vice-chefe de direitos humanos da ONU, Kate Gilmore, em encontro que marcou cinco anos da adoção da Declaração sobre Educação e Treinamento para os Direitos Humanos pela Assembleia Geral.

Frase de Nelson Mandela em cartaz de manifestação no Brasil. Foto: Agência Brasil / Tânia Rego

Em encontro na quarta-feira (14) que marcou os cinco anos da adoção da Declaração sobre Educação e Treinamento para os Direitos Humanos pela Assembleia Geral, a vice-alta-comissária de direitos humanos da ONU, Kate Gilmore, defendeu uma formação para jovens e crianças que seja participativa e estimule o pensamento crítico.

Para a dirigente, “o processo educacional tem que ser relevante para as vidas cotidianas e para as experiências dos alunos”, e o objetivo deve ser traduzir as normas de direitos humanos em realidade.

“Você não tem que gostar de mim
para respeitar meus direitos.
Eu não tenho que concordar com você
para assegurar seus direitos.”

Segundo Gilmore, em meio à atual escalada de ódio e intolerância, políticas públicas devem apostar em soluções duradouras, inspiradas pelo entendimento de que todos são igualmente merecedores de respeito, dignidade e justiça.

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Há quatro milhões de crianças refugiadas sem acesso a educação

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, há quatro milhões de crianças refugiadas sem acesso à educação. Só na Síria há mais de dois milhões de crianças que não vão à escola por causa da guerra.

Toda a notícia em http://visao.sapo.pt/iniciativas/visaosolidaria/2016-09-15-Ha-quatro-milhoes-de-criancas-refugiadas-sem-acesso-a-educacao

Algumas notícias que merecem destaque

João Costa integra grupo de consultores em educação da OCDE – O secretário de Estado da Educação, João Costa, foi convidado pela OCDE para integrar o grupo de consultores do projecto Futuro da Educação e Competências: Educação 2030.

 Especialistas da ONU defendem direito de indígenas à diversidade na educação – Os Estados precisam trabalhar de forma construtiva com os povos indígenas para enfrentar barreiras à educação.

Ministério quer AEC no 1.º ciclo sem TPC ou avaliação – O Ministério da Educação avisou as escolas que as atividades de enriquecimento curricular (AEC) no 1.º ciclo devem ser “eminentemente lúdicas” e sem avaliação.

Campanha da ONU ‘Dia Laranja’ incentiva educação segura e de qualidade para mulheres e meninas

A Campanha UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, proclamou o dia 25 de cada mês como “Dia Laranja”, um dia para sensibilizar e tomar medidas para acabar com a violência contra mulheres e meninas.

Mais sobre o tema em https://nacoesunidas.org/campanha-da-onu-dia-laranja-incentiva-a-educacao-segura-e-de-qualidade-para-mulheres-e-meninas/

UNICEF: 1,4 bilhão de dólares são necessários para levar educação a 4 milhões de crianças sírias

UNICEF e parceiros vão solicitar essa verba a doadores na quinta-feira (4), numa conferência em Londres. Recursos vão garantir assistência para jovens na Síria e em países anfitriões. Na Síria, uma em cada quatro escolas está sem funcionar por conta da guerra.

Crianças aguardam distribuição de assistência na região de Azzas, no norte da Síria. Foto: ACNUR / A. Solumsmoen

Para levar educação a quatro milhões de crianças na Síria e em comunidades anfitriãs, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e organizações parceiras vão se reunir com doadores e representantes dos Estados-membros em Londres, nesta quinta-feira (4), a fim de solicitar uma verba de 1,4 bilhão de dólares. Embora, em 2015, a assistência internacional tenha oferecido a mais de um milhão de jovens, na Síria, oportunidades de ensino formal e informal, desafios persistem. No país em conflito, 2,1 milhões de crianças estão fora da escola.

Nas nações que recebem refugiados sírios, como a Turquia, o Líbano, a Jordânia, o Iraque e o Egito, estima-se que 700 mil jovens não frequentem centros educacionais. Para evitar o abandono escolar e garantir a educação das crianças e adolescentes deslocados, o UNICEF conta com a iniciativa “Sem Geração Perdida”, criada em 2013. No ano passado, o programa alcançou 1,8 milhão de jovens nessas nações anfitriãs e na Síria, construindo locais de ensino, distribuindo material escolar e transferindo renda.

Informação retirada de Nações Unidas, para ver mais clique aqui.