“Um professor não tem de saber só muita matemática, tem de saber relacionar-se”

Durante largos anos, António Teodoro foi o rosto das lutas dos professores, quando a ação sindical tinha uma forte componente de inovação pedagógica. Hoje, dedica-se às Ciências da Educação, sobretudo em Portugal e no Brasil. “A beleza do conhecimento deve chegar a todas as camadas populares”, defende.

Há 100 anos, a Finlândia tinha quase 100% de alfabetização

Seria aceitável em Portugal um modelo como o da Finlândia?

Do ponto de vista institucional, a Finlândia é um case study. Sou professor de Educação Comparada e uma das primeiras questões que coloco aos meus estudantes é que o princípio fundamental é a contextualização.

Não se deve aplicar modelos sem atender à realidade local?

A Finlândia é um país socialmente muito homogéneo, que aprendeu a ler antes da escola. Nos países de matriz protestante, a generalização da leitura e da escrita é feita antes da massificação da escola, porque nas religiões que saem do luteranismo e do calvinismo a leitura da Bíblia é obrigatória. O ensino da leitura era feito primeiro às mulheres para ensinarem aos maridos e aos filhos. Enquanto nós tínhamos 80% de analfabetos, a Finlândia tinha já quase 100% de alfabetizados na transição do século XIX para o século XX…

A entrevista do DN a António Teodoro na íntegra aqui.

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